o laboratório extraordinário
galeria OcupaQue será a amizade? É a igualdade dos amigos
(Gil J. Wolman)
(Gil J. Wolman)
Alterar as regras do jogo. Desactivar um talho para activar um espaço expositivo. Sem o aparato institucional. Com a vontade colaborativa de artistas e amigos. Estes não esquecem a intensidade que a arte pode convocar. O espaço impõe-se, varia conforme as circunstâncias. As obras também. Subtraem-se a qualquer norma para habitar o extraordinário. O mundo desloca-se e múltiplas viagens acompanham energias singulares que impulsionam novas direcções. A potência de um sistema colectivo testemunha zonas marginais. Sem denominador comum ou fronteiras reconhecíveis. Neste espaço ocupado inscrevem-se modos de vida, histórias, objectos, acontecimentos, memórias, intimidades. A liberdade ainda pode ser encontrada nos desafios que múltiplas práticas artísticas ousam instaurar.
Escolher o combate, não o consenso. Projectos expositivos num território de inflexíveis autonomias, num horizonte que oferece todas as possibilidades de subversão. Sem fórmulas que se apropriem da experiência. Apenas movimentos de agitação num terreno que não vacila. Um espaço laboratorial e o sentido do colectivo que se converte num verdadeiro utensílio de trabalho — uma das últimas razões de ser da diferenciação crítica. Cada artista que aqui inscreve a sua obra participa na construção de uma iconografia não domesticada. Escava a possibilidade de um arquivo, uma bifurcação de posições diferenciais. Sem o culto virtuoso da designada carreira de artista. É a consagração da autonomia não governada através das relações de poder que acaba por nos desconcertar — talvez seja este o luxo de que precisamos. A raridade da dádiva. A amizade.
Escolher o combate, não o consenso. Projectos expositivos num território de inflexíveis autonomias, num horizonte que oferece todas as possibilidades de subversão. Sem fórmulas que se apropriem da experiência. Apenas movimentos de agitação num terreno que não vacila. Um espaço laboratorial e o sentido do colectivo que se converte num verdadeiro utensílio de trabalho — uma das últimas razões de ser da diferenciação crítica. Cada artista que aqui inscreve a sua obra participa na construção de uma iconografia não domesticada. Escava a possibilidade de um arquivo, uma bifurcação de posições diferenciais. Sem o culto virtuoso da designada carreira de artista. É a consagração da autonomia não governada através das relações de poder que acaba por nos desconcertar — talvez seja este o luxo de que precisamos. A raridade da dádiva. A amizade.